A Cidadania e o Serviço Nacional de Saúde

Análises e discursos políticos têm referido que as reformas na Saúde têm de ser centradas no Cidadão, abandonando-se as efetuadas em torno do sistema. Esta apresentação faz parte de um trabalho de investigação mais extenso, no qual se averigua se o processo de Cidadania em Saúde tem seguido um caminho continuado e progressivo, se os objetivos estratégicos em Saúde apresentados nos Programas dos Governos Constitucionais desde 2002 a 2011 e se as medidas aplicadas no sector da Saúde refletiram, de forma relevante, o domínio da Cidadania.

Na calha estão mais projetos de investigação, desta feita relacionados com a comunicação em saúde.

A anunciar brevemente…

 

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Contributos para a discussão sobre política(s) de Saúde

O Jornal de Negócios publicou hoje as visões de João Semedo e de Teófilo Leite sobre questões relacionadas com o SNS e com a atual política de Saúde. Por achar que este artigo, infelizmente, terá passado ao lado de alguns olhares menos atentos, alerto aqui à sua leitura.

Dois olhares diferentes sobre o SNS, conforme dita o título, mas que concordam, e bem, num ponto: o SNS está melhor hoje do que há uma década. Resumindo e baralhando, juntando os dois dicursos e achando o meio termo, poderíamos ter a solução mais que adequada para a sustentabilidade do SNS.

No entanto, continuo a achar que  a afirmação de Teófilo Leite “(…)É preciso colocar o cidadão no centro do sistema e conferir-lhe maior poder de decisão e maior responsabilidade na gestão da sua própria saúde(…)” mais parece um chavão  decorado, que de tanto ser repetido já quase ninguém acredita.

As reformas políticas que se têm sentido ao nível da Saúde — umas operacionalizadas, outras experimentais e que acabam por cair no esquecimento —  têm usado consecutivamente este chavão.  A questão da cidadania e o Serviço Nacional de Saúde é premente e espero, até setembro, conseguir divulgar algumas conclusões da tese de mestrado sobre este tema no qual tenho vindo a trabalhar.

Contudo, apesar de visões díspares e de não acrescentarem muito mais ao que se tem vindo a “viver” e a “ouvir”, as opiniões de João Semedo e de Teófilo Leite não deixam de trazer, uma vez mais, o tema para o centro do debate. Mas, haverá reflexão?!