A eterna criança

Com a força do seu olhar intelectual e da sua penetração espiritual cresce a distância e, de certo modo, o espaço que circunda o homem: o seu mundo torna-se mais profundo, avistam-se continuamente estrelas novas, imagens novas e novos enigmas. Talvez tudo aquilo em que o olhar do espírito exercitou a sua sagacidade e profundeza tenha sido apenas um pretexto para este exercício, um jogo e uma criancice e infantilidade. E talvez um dia os conceitos mais solenes, os que provocaram maiores lutas e maiores sofrimentos, os conceitos de «Deus» e do «pecado», não signifiquem, para nós, mais do que um brinquedo e um desporto de criança significam para um velho, – e talvez o «velho homem» tenha, então, necessidade de um outro brinquedo ainda e de um outro desgosto, – por continuar a ser muito criança, eterna criança!

Friedrich Nietzsche in ‘Para Além de Bem e Mal

Pensamento: Quem perde a criança que vive dentro de si, não mais será verdadeiramente feliz. Obrigada filha por me manteres eternamente feliz.

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