O meu “número” é maior que o teu!

Greve após greve, o problema é sempre o mesmo: os números. Os sindicatos apregoam “grande adesão”, “a maior greve de sempre”, e citam números quase sempre acima dos 80%.

O Governo, por seu lado, afirma que a greve quase não se fez sentir, que apesar do descontentamento a adesão não foi relevante e indica números na ordem dos 20%.

Assim, vale a pena reflectir sobre «o meu “número” é maior que o teu!» a que estamos habituados. A título de exemplo:

«O Sindicato dos Jornalistas diz no comunicado desta tarde sobre a greve na RTP: “Em Lisboa, na parte da manhã, 21 dos 31 câmaras não trabalharam”. Pois, não trabalharam porque a maior parte destes 21 não estava de facto de horário. O que podia ter dito é que até agora 14 câmaras fizeram greve (e estão no seu direito e dentro da lei) – menos de 50% do efectivo – 12 trabalharam e os restantes 5 estão fora de serviço. O rigor é importante nestas coisas. Ainda por cima para um Sindicato.» (nota de António Esteves in facebook)

E sim, já fui sindicalizada e concordo com a existência destas entidades. São fundamentais na democracia. Mas numa democracia, a greve é um direito, mas também o é não o querer fazer. E quando a greve atenta contra a liberdade daqueles que decidem ou não podem exercer esse direito…

Além disso, é interessante analisar a estória da Grève (está em francês… a versão em português foge ao original).

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