Um olhar céptico sobre a greve

Talvez a minha opinião possa gerar alguma polémica naqueles que defendem, de unhas e dentes, o direito à greve e acreditam piamente que depois de amanhã… algo mude.

Sou mais céptica. Não acredito que a greve de amanhã traga mudanças ou pelo menos aquelas que merecem a realização desta. Não me entendam mal. Não estou a querer afirmar que a greve não é um direito (pelo menos daqueles que trabalham para o sector público) ou, como li em alguns cartazes, um conjunto de direitos. É, sim, claro, mas nada vai mudar. 

Não faço greve. Nem de zelo. Não posso, não podemos. E isto apesar de trabalhar numa empresa privada que também sofre com a crise e muito. Mas sou muito céptica e não acredito que a paragem de amanhã vá mudar o quer que seja tendo em conta o panorama da crise em que vivemos.

Concordaria mais com a convocação de uma manifestação de protesto global, com privados e públicos, num sábado ou num domingo, num dia em que a maioria se pudesse expressar. Aí sim, até participaria para  demonstrar a insatisfação dos tempos que correm, que tocam a todos, mas sempre na convicção… de que nada mudaria.

Luís Paixão Martins escreveu esta nota no Lugares Comuns. E concordo. Infelizmente, aquilo a que temos assistidos nos últimos anos é um namoro entre sindicatos que defendem os interesses dos seus “associados” nem olharem para o bem comum. Lamento se quem está a ler este texto não concorda, está no seu direito (obviamente), mas é a minha opinião.

Um exemplo… Perde-se o sentido de cidadania (se é que ela exista, de facto) quando se anuncia que os pilotos não terão aumentos salariais. Basta uma ameaça de greve, o Governo cede, e os outros… que se amanhem.

E aqui repito aquilo que tenho dito a muitas pessoas com quem me tenho cruzado. Não há nenhum partido, nenhum, que vença eleições se for totalmente transparente e colocar no programa eleitoral todas as medidas que ainda faltam realizar para tirar o nosso País do caos político e económico em que está mergulhado.  E acredito mesmo que a vinda do FMI está a ser atrasada para nosso prejuízo.

Por tudo isto, não acredito na greve de amanhã. Mas vai condicionar a minha liberdade, já que não sei como vou fazer para  chegar a Lisboa para poder trabalhar. E isso sim, incomoda-me.

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