Uma campanha chocante e “pornográfica”

Uma campanha do National Health Service está a chocar os pais e associações de defesa dos adolescentes… Tudo por causa do cariz sexual do vídeo que está a ser passado no Youtube. Mas esta não é a primeira vez que são utilizadas imagens ou mensagens “chocantes” em campanhas de sensibilização.

Serão os resultados mais perversos que a campanha?!

Há tempos circulou pelas redes sociais um vídeo que pretendia apelar à prevenção rodoviária. Lembro-me de o ter visto até ao fim e de ter ficado impressionada com o tipo de imagens (chocantes!) que durante alguns minutos serviram para que esta campanha tivesse um “sucesso” que  ultrapassou as fronteiras do país que o desenvolveu (não me recordo qual)  e que se alargou, por culpa das redes sociais, para outros países. Também me recordo que na altura foi comentado sobre a possibilidade de  algum dia esse tipo de campanha poder passar em Portugal. E se uns diziam que sim, que até era uma forma “eficaz” de comunicação (sensibilizar através de uma campanha chocante), outros diziam que a campanha poderia ferir algum tipo de susceptibilidade e nunca seria viável no nosso País.

De qualquer das formas, já não é a primeira vez que se desenvolvem campanhas com imagens chocantes para procurar sensibilizar. Recorde-se do que continua, ainda hoje, a ser falado sobre a inclusão de imagens reais de pessoas que sofrem de cancro de pulmão nos maços de tabaco, e outras.

Mas, e voltando ao início, o que está na ordem do dia é a mais recente campanha de sensibilização que o Serviço Nacional de Saúde britânico lançou com o objectivo de alertar para o uso do preservativo. Uma campanha direccionada aos adolescentes e que está a fazer furor por entre os pais, que já a consideraram de cariz “pornográfico”.

O National Health Service (Serviço Nacional de Saúde britânico) escolheu o Youtube para veicular a campanha que tem os adolescentes como público-alvo e que visa incentivar o uso do preservativo.

Trata-se de uma sequência de vídeos que começam por apresentar um grupo de rapazes numa loja de conveniência, numa pausa enquanto se dirigem a caminho de uma festa, e ponderam comprar  preservativos. A partir daqui, é dada a possibilidade ao utilizador de se colocar no papel de um dos jovens e decidir se compra, ou não, os preservativos.

Na festa o jovem conhece uma rapariga e acabam os dois na cama. Se o  jovem tiver comprado os preservativos, têm  relações sexuais (ver o vídeo). Se o jovem não tiver comprado os preservativos… adolescente recusa e manda-o dar uma volta.

Há ainda uma outra hipótese em que ambos se envolvem sem preservativo e na qual o adolescente  acaba por ser contagiado por doenças sexualmente transmissíveis.

As cenas do vídeo têm sido  consideradas demasiado explícitas por pais e associações ligadas à adolescência. Acho que são eles quem acabam por estar mais chocados do que os próprios jovens… Mas enfim.
Mas, no meio desta notícia tão interessante, resta ainda sublinhar que nem os funcionários do SNS inglês têm acesso ao vídeo porque as imagens foram bloqueadas pelo controlo da rede de computadores do governo britânico.

A listagem dos vídeos publicados pelo NHS estão disponíveis aqui para escolha. Mas deixo aquele que é mais “badalado” para visualização directa.

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