As mulheres no centro das notícias

Não sou feminista, se bem que defendo que tanto mulheres como homens devem estar em pé de igualdade quando se trata de emprego. Alguns argumentarão que há algumas tarefas que foram feitas para os homens, outras para as mulheres. Mas a verdade é que tanto uns como outros já mostraram, por a+b, que são perfeitamente capazes de desempenharem, e bem, as suas funções quando se trata de inverter os papéis.

Por isso, a notícia hoje avançada pelo Briefing não me surpreende: «As mulheres são menos notícias do que os homens» (óbvio!).

Apesar do sexo feminino ser predominante em relação ao masculino, temos de recordar que muitos dos lugares de topo, do grupo de indivíduos vistos como opinion leaders nos diversos sectores da sociedade, ainda são ocupados por homens. E por que será? Será por não haver igualdade de oportunidades? Ou terá a ver com a disponibilidade das mulheres para ocupar esses postos?

Já tinha aqui abordado, anteriormente, o facto das mulheres de hoje terem responsabilidades acrescidas: são mães, profissionais e mulheres. Se há quem consiga conjugar todas as responsabilidades e (mesmo) assim apostar no campo profissional, tem uma maior disponibilidade e uma maior oportunidade de conseguir “vencer” no campo profissional, com uma maior probabilidade de ser vista como opinion leader.

Mas há quem não o consiga, ou não o queira fazer, e entre a profissão e a família escolha a segunda em detrimento da primeira. Nem uma nem outra têm de ser avaliadas ou criticadas por quem quer que seja. São opções, ainda bem que existem. Mas não é para admirar que, apesar de todo o esforço e da inversão de papéis dos dias de hoje, as mulheres estejam em menor número nas notícias, evidenciando-se que quando estão ainda são muitas as referenciadas em casos negativos, mais do que positivos.

A notícia avança ainda que é no campo da ciência e da saúde que o sexo feminino se destaca  refere que a lei da paridade terá levado a um aumento do número de mulheres no governo. A notícia adianta que no campo político Portugal está acima da média mundial em 18%, mas que, mesmo assim ainda não haverá um equilíbrio dado que a actual presença de mulheres no Governo é de 27,4 por cento, valor que está muito acima das «apenas» 24% peças jornalísticas que visam as representantes.

Sejamos claros: só há pouco tempo é que as mulheres começaram a demonstrar um maior interesse (e crescente) pela política. A lei da paridade ajudou, claro, mas mesmo assim não creio que seja um assunto muito objectivo. E, volto ao mesmo: mulheres, mães e profissionais. As responsabilidades e as opções. Não são muitas aquelas que conseguem ter «energia», vontade e capacidade para assumirem todas as funções.

Por isso, as conclusões do estudo na notícia avançada pela Briefing não me surpreendem. E também não acredito que a haver mudanças estas sejam visivelmente melhores dentro de cinco anos.

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