Sobre jornalismo e agências. Sobre esta “coisa” da comunicação.

Sou jornalista. Mesmo depois de ter entregue a carteira profissional quando assumi o papel de consultora de comunicação, a minha costela direita e as outras tantas que se juntam pertencem ao jornalismo. Talvez por isso, aceite trocar uma semana das minhas férias para vestir o papel de jornalista, nem que seja por cinco dias. Uma vez por ano troco a “seriedade” do papel institucional a que estou habituada, pelo meu “sonho”: o jornalismo. E este ano, soube muito bem regressar às minhas raízes: à televisão. A liberdade é um bem precioso…

Confesso, não estive muito tempo ligada ao jornalismo, nem tão pouco tive o renome daqueles que reconheço, com todo o mérito, como os bons profissionais. Sim, porque também há maus jornalistas, como em tudo.

Vestir este meu papel, ser capaz de sonhar uma vez por ano e recordar a carreira que abdiquei em busca de outros paraísos, é bom, gratificante e faz com que recorde o que é estar do outro lado, aquele para quem, como profissional numa agência de comunicação, muitas vezes escrevo.

Sou jornalista. Escrevo como jornalista. Dou notícias, como jornalista. Sei o que é a notícia e mesmo que não a escreva… partilho. Este espírito de jornalista é meu e escrevo como um, procurando a perspectiva da notícia do que é, e não daquilo que poderia ser.

Não minto, não engano. E por isso houve quem me dissesse: “Apago todos os emails que recebo de agências, menos os teus. Sei que se me ligares, vale a pena.”

O profissionalismo existe também do lado de quem trabalha nas agências. O ângulo da notícia também. A confiança constrói-se e as relações mantêm-se. Mas também as agências estão minadas de maus profissionais, muitas vezes “vítimas” da pressão dos clientes sem que estes deixem espaço para o que de muito importante existe neste lado: o aconselhamento, o papel de consultor de comunicação.

Há que educar os clientes que trabalham com as agências. Há que lhes saber mostrar o que é a comunicação, o que é notícia, o que vale a pena ser trabalhado. Há que saber como mostrar que uma ideia, por mais miraculosa que possa parecer aos olhos de que a tem, não é de todo uma notícia. Há que formar os clientes. Há que dar a conhecer o que é, no fim de contas, esta “coisa” da comunicação. A regulamentação do sector é necessária e urgente.

É um oásis?! Talvez, mas hoje… ainda sou jornalista. Sou livre.

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