Definições de Relações Públicas… em análise

A PRSA apresentou recentemente uma proposta para uma definição de Relações Públicas:

“Public relations is a strategic communication process that builds mutually beneficial relationships between organizations and their publics.”

Em 1952, a definição era:

“Public relations is a management function that seeks to identify, build, and maintain mutually beneficial relationships between an organization and all of the publics on whom its success or failure depends.”

Em 1982, definiam-se as RP como:

 “Public relations helps an organization and its publics adapt mutually to each other.”

Este artigo traça uma pequena reflexão sobre as alterações das definições de RP desde 1952 até  hoje, aborda a estratégia e o processo como características fundamentais das RP e, de acordo com as alterações sociais, económicas e comportamentais mais recentes, o autor, Lionel Stanbrook, apresenta também uma sugestão:

“Public Relations is advice that gives access, context and meaning to media, generating value from the resulting relationships and communications between companies and their stakeholders.”

Parece-me que em Portugal esta percepção existe, mas apenas entre os que trabalham na área. Continuo a achar que ainda temos um longo caminho a percorrer para que as organizações e empresas reconheçam a comunicação como um parceiro estratégico…

Instantaneidade, ressurreição e tributo: ainda bem que há erros assim!

Lembram-se do que escrevi aqui?

Pois, o desafio para a reflexão final mantém-se. Um erro deu origem a uma mensagem viral nas redes sociais e, pela segunda vez, a morte de Vasco Granja foi notícia. Diz o Público que “A data original do artigo não era visível e isso terá sido o suficiente para levar alguns leitores ao engano”. No entanto, posso afirmar que fui uma das poucas pessoas a verificar a notícia depois de publicada no Facebook. Não fosse eu uma admiradora de Vasco Granja… Ao abrir o link procurei a data, estava lá 04-05-2009. Acabei por comentar a publicação e referir que o Vasco Granja tinha falecido há 3 anos.

A instantaneidade é perigosa. Pode levar-nos a publicar factos que não o são. E isto vale para os jornalistas enquanto profissionais da informação e para o cidadão comum que alimenta as redes sociais e que replica a comunicação.

Na minha opinião, acho que este erro se transformou num novo tributo a Vasco Granja, na data que marcou três anos desde a sua morte.

Erros na informação: o assassino (ou suicídio) do consultor

Reler e confirmar a informação que se escreve num Press Release a enviar para os jornalistas é meio passo dado para não se assassinar (ou suicidar) um consultor de comunicação.

Por um lado, cuidado com os erros ortográfico. Às vezes a pressa é inimiga da perfeição e não é raro escrever-se peido (em vez de pedido), pau (em vez de pai), ereção (em vez de receção). Reler o que se escreveu e dar a ler a outras pessoas (com olhos menos viciados) é essencial.

Por outro, é preciso verificar a exatidão e a veracidade da informação. Algumas dicas retiradas daqui.

A few fact-checking tips for PR pros:

  1. Check with your client or a senior leader in your organization for the correct spelling and form of a company’s name. Don’t rely on your own Web site—frequently companies use different forms and spellings on their own sites.
  2. Contact executives directly for their most recent job title. That’s also a good way to get the correct spelling of the exec’s name.
  3. For a new product or service, ask more than one person in the organization for the correct name and for an accurate description. You may find that there is no consensus on either.
  4. Don’t rely on previous press releases or marketing materials for your fact-checking. You may be passing on a legacy of errors. (…)

E um desafio: quais as melhores gaffes que cometeram/apanharam? :) Quem se atreve?!

Contributos para a discussão sobre política(s) de Saúde

O Jornal de Negócios publicou hoje as visões de João Semedo e de Teófilo Leite sobre questões relacionadas com o SNS e com a atual política de Saúde. Por achar que este artigo, infelizmente, terá passado ao lado de alguns olhares menos atentos, alerto aqui à sua leitura.

Dois olhares diferentes sobre o SNS, conforme dita o título, mas que concordam, e bem, num ponto: o SNS está melhor hoje do que há uma década. Resumindo e baralhando, juntando os dois dicursos e achando o meio termo, poderíamos ter a solução mais que adequada para a sustentabilidade do SNS.

No entanto, continuo a achar que  a afirmação de Teófilo Leite “(…)É preciso colocar o cidadão no centro do sistema e conferir-lhe maior poder de decisão e maior responsabilidade na gestão da sua própria saúde(…)” mais parece um chavão  decorado, que de tanto ser repetido já quase ninguém acredita.

As reformas políticas que se têm sentido ao nível da Saúde – umas operacionalizadas, outras experimentais e que acabam por cair no esquecimento —  têm usado consecutivamente este chavão.  A questão da cidadania e o Serviço Nacional de Saúde é premente e espero, até setembro, conseguir divulgar algumas conclusões da tese de mestrado sobre este tema no qual tenho vindo a trabalhar.

Contudo, apesar de visões díspares e de não acrescentarem muito mais ao que se tem vindo a “viver” e a “ouvir”, as opiniões de João Semedo e de Teófilo Leite não deixam de trazer, uma vez mais, o tema para o centro do debate. Mas, haverá reflexão?!

A evolução das media relations e as plataformas a incorporar

«As technology forces the PR industry to evolve, one constant remains true: Businesses need to incorporate the right mix of tools to deliver the right message to the right audience. That still involves working with reporters to secure stories in “traditional” media outlets. But nowadays, even traditional media roles are changing: Magazines and newspapers employ multimedia producers to create companion videos and slideshows that supplement the original print version of a story, and beat reporters are responsible for creating blog posts in addition to their “regular” stories.

To capitalize on this trend, don’t simply offer a story line when working with traditional media outlets. Instead, offer opportunities for reporters to generate “non-traditional” content. But remember: Innovating your media relations requires more than just securing digital coverage in traditional media outlets. It’s smarter — and more effective — to cast a wider net. Here are platform-specific examples:

Pinterest — Reportedly the fastest-growing standalone site ever, Pinterest is rapidly attracting brands and individual pinners. Some individuals have already accumulated hundreds and thousands of loyal followers. One byproduct? A new set of influencers for brands to engage. Start by identifying pinners with loyal followings on topics relevant to your organization. Like and repin their content, and connect with the individuals on their blogs, Twitter accounts or Facebook Pages. Look for natural opportunities to share your content with them, with the goal of securing a coveted “pin” on one of their boards. Proceed with caution, as this is new territory, and many pinners won’t want to be pitched. However, it won’t be long until brands and individual pinners figure out how to work with each other.

Facebook — Brands have created Facebook pages, some with success … others not so much. Ler mais deste artigo

Uma breve história das Public Relations

“Spotlight on public relations. Press Index looks back on the history of the industry from its origins to the present day. Discover through this comprehensive infographic, the evolution of a professional practice from its original role as the politician’s mouthpiece to the consumer-centred approach of the social media age.”

Fonte: http://lpm.blogs.sapo.pt/927282.html

Insultar é uma honra

Uma verdadeira pérola de Arthur Schopenhauer.

“Assim como ser insultado é uma vergonha, insultar é uma honra. Por exemplo, mesmo que a verdade, o direito e a razão estejam do lado do meu adversário, não deixo de insultá-lo; desse modo, todas as suas qualidades passam a ser desconsideradas, e o direito e a honra passam a estar do meu lado. Ele, pelo contrário, perdeu provisoriamente a sua honra – até conseguir restabelecê-la, não mediante direito e razão, mas por tiros e estocadas. Logo, a rudeza é uma qualidade que, no ponto de honra, substitui ou se sobrepõe sobre as outras. O mais rude tem sempre razão: para quê tantas palavras? Qualquer estupidez, insolência, maldade que alguém possa ter feito, uma rudeza retira-lhes essa característica e elas são de imediato legitimadas. Se, numa discussão ou conversa, outro indivíduo mostra conhecimento mais correcto do assunto, um amor mais austero à verdade, um juízo mais saudável, mais entendimento que nós, ou se em geral exibe méritos intelectuais que nos deixam na sombra, então podemos de imediato suprimir semelhantes superioridades e a nossa própria mesquinhez por elas revelada e sermos, por nosso turno, superiores, tornando-nos ofensivos e rudes. Ler mais deste artigo

12 exemplos a não seguir numa entrevista de emprego

Sei que é um tema um pouco à parte daquilo que se tem escrito neste blogue, mas numa altura em que a procura de emprego/trabalho é cada vez mais uma constante, não resisto em partilhar este artigo divulgado no PRDaily.

O CareerBuilder, um portal de emprego, realizou um estudo por entre gestores de recursos humanos ou de recrutamento e identificou algumas situações menos usuais quando se trata de entrevistas de emprego. Além de uma lista na qual se inclui mascar pastilha elástica, atender o telemóvel ou enviar mensagens escritas durante a entrevista, entre outros maus exemplos apontados, eis que apresentam uma listagem dos casos mais estranhos que alguma vez aconteceram.

Ainda tentei fazer uma seleção dos melhores “apanhados”, mas não me consigo decidir. Confesso que estou indecisa entre o número seis, oito ou dez. Se bem que os outros casos também sejam tentadores…

1. Candidate brought a “how to interview” book with him to the interview.
2. Candidate asked, “What company is this again?”
3. Candidate put the interviewer on hold during a phone interview. When she came back on the line, she told the interviewer that she had a date set up for Friday.
4. When a candidate interviewing for a security position wasn’t hired on the spot, he painted graffiti on the building.
5. Candidate wore a Boy Scout uniform and never told interviewers why.
6. Candidate was arrested by federal authorities during the interview when the background check revealed the person had an outstanding warrant.
7. Candidate talked about promptness as one of her strengths after showing up ten minutes late.
8. On the way to the interview, the candidate passed, cut-off, and flipped his middle finger at the driver who happened to be the interviewer.
9. Candidate referred to himself in the third person.
10. Candidate took off his shoes during the interview.
11. Candidate asked for a sip of the interviewer’s coffee.
12. Candidate told the interviewer she wasn’t sure if the job offered was worth “starting the car for.”

A arte de apagar amigos no Facebook… sim, arte.

De tempos a tempos, como muita gente, tenho por hábito rever a minha lista de amigos no Facebook e fazer algumas… limpezas. E quem já o fez conhece bem os passinhos todos. É quase como aprender o b-a-ba, uma verdadeira arte.

Daí este artigo ser absolutamente delicioso de ler. Senhoras e senhores, meninos e meninas, Facebook friends: the art of deletion“, por Robert Shrimsley.

Livros de comunicação para download grátis

Oportunidades assim há poucas!

A Universidade da Beira, em Portugal, disponibilizou uma série de livros (a maioria lançada entre 2010 e 2011) relacionados com a área de comunicação para download grátis e com autorização dos autores e editoras.

Acedam à lista e façam download!

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